Posicionamento da Vooviver Viagens face ao comunicado da ANAV

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A Vooviver Viagens reforça o seu compromisso com a ética, legalidade e responsabilidade no turismo, alinhando-se publicamente com a posição da ANAV sobre a função das agências de viagens licenciadas.

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ÉTICA, MERCADO E POSICIONAMENTO DA VOOVIVER VIAGENS
A nossa visão sobre colaboração, sustentabilidade e confiança no turismo

O setor do turismo tem evoluído rapidamente, trazendo novas formas de trabalhar, novas ferramentas e novos modelos de colaboração. Essa evolução pode ser positiva — desde que exista clareza, responsabilidade, ética comercial e proteção do cliente final.

Neste contexto, o recente comunicado da ANAV reforça um princípio essencial:
a responsabilidade legal e comercial de uma viagem pertence sempre à agência de viagens devidamente licenciada.

A Vooviver Viagens concorda plenamente com esta visão.

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A Vooviver Viagens no mercado

A Vooviver Viagens está no mercado para ser mais uma agência de viagens, com uma visão moderna e um modelo de colaboração multinível, mas sempre dentro de ética comercial, profissionalismo e respeito por todos os colegas de profissão.

O nosso objetivo não é “ser diferente pelo preço”.
É ser diferente pela qualidade, pelo acompanhamento e pela responsabilidade.

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O papel do colaborador na Vooviver

Na Vooviver, o papel do colaborador é muito objetivo:

• apoio, proximidade e acompanhamento do cliente, antes, durante e depois da viagem;

• elaboração de orçamentos, sempre supervisionados, validados e acompanhados pela Agência Vooviver Viagens.

E, ao mesmo tempo, existem limites claros para proteger todos:

• o colaborador não faz reservas;

• o colaborador não recebe pagamentos de clientes;

• o colaborador não emite documentação;

• o colaborador não tem acesso a preços de custo;

• o colaborador não tem acesso a plataformas/backoffices/passwords que permitam reservas diretas.

Tudo o que envolve contratação, reservas, validações, documentação e faturação é feito pela Vooviver Viagens, enquanto agência licenciada.

Isto não é um detalhe — é a base de um modelo sério, sustentável e alinhado com o setor.

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O que nos preocupa no mercado

A Vooviver acredita que o mercado deve evoluir, mas com responsabilidade. E é importante reconhecer que existem práticas que levantam preocupações no setor.

Sem apontar empresas concretas, têm-se observado modelos que:

• descentralizam processos críticos (reservas e controlo operacional);

• permitem autonomia total na definição de margens;

• concedem acesso a informação sensível (como preços de custo);

• e, em alguns casos, permitem acesso técnico a sistemas onde é possível avançar com reservas.

Quando há excesso de autonomia e ausência de controlo central, cria-se um incentivo perigoso: baixar constantemente o preço apenas para “ganhar o orçamento”.

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Guerra de preços e concorrência interna

Um dos efeitos mais nocivos destes modelos é a criação de guerra de preços em duas frentes:

• entre agências concorrentes, com margens impraticáveis;

• e, em muitos casos, dentro da própria empresa, quando colaboradores competem entre si com margens cada vez mais reduzidas.

A concorrência interna é particularmente grave porque transforma parceiros em concorrentes diretos, destrói confiança e enfraquece a estrutura da empresa. É desleal, desorganiza o projeto e cria instabilidade.

E, no final, acontece o cenário mais comum:

• a empresa não ganha (margens insuficientes);

• os colaboradores não ganham (comissões irrelevantes);

• o mercado perde equilíbrio (concorrência desleal generalizada);

• o cliente perde (serviço instável e menor capacidade de apoio real).

Ou seja: ninguém ganha — todos perdem.

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Margens: a realidade que muitos ignoram

Uma agência de viagens não vive apenas de “vender viagens”. Vive de garantir serviço, apoio e estrutura.

Para isso, uma agência tem custos reais como:

• investimento em tecnologia e plataformas;

• contabilidade, legalidade e obrigações fiscais;

• rendas, logística e operações;

• salários e equipas;

• marketing, comunicação e investimento contínuo;

• parceiros, grupos de gestão e apoio ao cliente.

Quando se pratica uma margem de lucro “simbólica” — ou quase inexistente — a agência fica sem capacidade de manter um serviço profissional.

Na visão da Vooviver:

• uma margem média mínima de 10% é essencial para sustentar uma agência de viagens de forma séria;

• e uma margem de referência de 14% seria, estrategicamente, um nível mais equilibrado para garantir estabilidade, qualidade e crescimento sustentável.

Não se trata de “ganância”. Trata-se de sobrevivência do setor e de proteção do cliente.

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Porque a Vooviver escolheu este caminho

A Vooviver não pretende ser concorrente desleal de ninguém. Pretende contribuir para um mercado mais profissional e sustentável.

Por isso, escolhemos conscientemente:

• não permitir acesso a preços de custo;

• não permitir reservas diretas por colaboradores;

• não permitir “guerra de preços” interna;

• centralizar processos críticos na agência licenciada;

• investir em formação interna obrigatória para garantir que todos atuam dentro das regras.

E mesmo já atuando de forma ética e profissional, continuamos a melhorar e reforçar o modelo, com o objetivo de proteger ainda mais: o cliente final, os colaboradores e a própria agência.

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O compromisso da Vooviver Viagens

O nosso compromisso é simples:

• cumprir integralmente a lei;

• atuar com transparência;

• respeitar os colegas de profissão;

• garantir um modelo sustentável;

• e oferecer ao cliente final um serviço de qualidade, com acompanhamento real.

No turismo, confiança não se promete — constrói-se.
E constrói-se com regras claras, responsabilidade assumida e ética comercial.

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